Sarau Cultural – Escrava Isaura

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Bernardo Guimarães, escritor mineiro, durante o nosso Romantismo, procura mostrar os sentimentos nobres e a luta do povo escravizado para se livrar individual e coletivamente de sua condição servil. No romance A escrava Isaura, ele dá pele branca para a personagem principal num esforço de branqueamento dela, para aceitação da sociedade leitora daquela época. Podemos então enxergar neste romance um reflexo do pensamento das pessoas naquele momento história e seus valores.

Poema autoral “Escrava Isaura”, por Fabiana Dorigo de Almeida e Smyrna Marino

Mista Isaura

Sou branco
Sou preto
Sou misto

Isaura não sabe
Isaura tem medo
Isaura tem força

Isaura é preta
É preta, mas é branca
É branca, mas é preta
É brasileiro o sangue que corre em suas veias

De mãe preta e pai branco nasceu
Diz Sinhá
“Tu é branca, pra ser escrava não cresceu”

Todos querem Isaura
Miguel, Leôncio, Álvaro
Mas Isaura é livre

Para ela
O dinheiro não conta
O amor desponta
O preço do seu viver
O Sinhô não compra

Sabe tocar piano, falar francês e bordar
Foi educada como branca
Mas sabe que seu sangue é preto
“São trastes de luxo na senzala do negro”

Que o preto é gente
Que o preto é forte
Que o preto é bonito

Que o preto tem garra
O preto é vida
O preto tem alma

Sua história é famosa
Até novela virou
Porque era educada, bonita e jovem
Mas, principalmente, porque
não era… Preta

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